HALLOWEEN, na brecha entre cultura e paganismo

 

Há um ano visitei os EUA e conversei com sacerdotes, católicos fervorosos e crianças norte-americanas sobre o Halloween. Foi interessante comprovar algumas evidências:

1 – Halloween é uma festa originariamente celta que em contato com o cristianismo adotou um caráter positivo ao celebrar a vigília da Festa de Todos os Santos. A mensagem (a partir do cristianismo) seria a de professar a fé de que o mal não tem vitória sobre o Poder de Cristo. Os demônios e as forças das trevas perdem seu poder amedrontador diante da Força de Deus. No dia 31 recorda-se que quem não está em Deus está condenado ao inferno, portanto ao fracasso definitivo. No dia 1 recorda-se os Santos Todos que estão em Deus, que combateram o bom combate. No dia 2, recordam-se os fiéis defuntos que – no purgatório- esperam nossa prece para que alcancem a glória. Essa seria a catequese básica por trás desses três dias.

2 – Com o passar do tempo, satanistas e exotéricos de todos os gêneros aproveitaram a deixa, e usaram a festa para promover suas ideias. Tive oportunidade de perceber que Halloween é um Business nos EUA. Existem grandes lojas especializadas no material que se usa na ocasião: fantasias, bonecos, cartões etc. Porém, também no comércio, colocam à disposição elementos que fogem da origem cultural do Halloween; disponibilizam elementos da bruxaria, satanismo, esoterismo etc… A confusão é generalizada e rende lucro financeiro , malgrado o prejuízo espiritual e cultural!

3 – Não conheço documento da Igreja que proíba explicitamente o halloween. Todavia, a Sagrada Escritura, catecismo e magistério concordam que: invocação dos mortos, sincretismo religioso e culto a demônios, bruxas e ao próprio Satanás é condenado e absolutamente nocivo.

4 – o contexto brasileiro onde sincretismo e paganismo mesclam-se na cultura e arte (Tv, cinema e músicas), não oferece segurança para permitir que crianças e jovens participem do Halloween sem o risco de serem descaradamente iniciadas no satanismo e bruxaria. O impacto dessa prática na cultura brasileira é profundamente nocivo.

O grau de contaminação espiritual pode variar conforme região ou cidade no Brasil, mas também conforme o país. Em se tratando da cultura norte-americana, devemos admitir que em alguns ambientes, bispos e sacerdotes podem conseguir dissecar o aspecto pagão e ainda usufruir do teor catequético da ocasião. Mas só nos EUA; e mesmo assim nem em todos os estados!

Pe. Delton Filho

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