P. Lombardi: balanço da primeira etapa de Francisco na América Latina

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Na conclusão do intenso dia de ontem no Equador, Mario Galgano recolheu os comentários do porta-voz do Vaticano e director da Rádio Vaticano, padre Federico Lombardi, que traçou um balanço desta primeira etapa na América Latina do Papa Francisco. Antes de tudo, perguntou ao Papa como está

O Papa está sempre bem: não apenas porque devo dizê-lo eu, mas porque é verdade e porque se alguém vê o que ele faz não pode deixar de ficar admirado pela extraordinária energia. Mas também vendo de perto, não obstante os compromissos destes dias, vê-se que ele se mantém sempre sereno, totalmente tranquilo, seguro de si, atento às várias pessoas que encontra, atento também aos detalhes … portanto, manifesta realmente uma capacidade de viver estes períodos assim extraordinários de empenhos com uma total possibilidade de enfrentar qualquer aspecto.

O programa de ontem foi muito intenso: celebrou na Praça do Bicentenário em Quito, teve encontro com os estudantes, isto é, o mundo da universidade, o mundo da sociedade civil … Quais foram os pontos fortes deste dia?

Este dia teve a vantagem de se ter desenrolado na mesma cidade, portanto não houve as transferências que ontem, por exemplo, necessariamente ocuparam tempo para se deslocar mesmo com o avião, indo ao aeroporto … Aqui, pelo contrário, ficámos na capital todo o dia e de facto isso nos permitiu realizar um programa com uma série de eventos muito importantes: a partir do encontro com os bispos, que era privado, mas que tinha toda a sua importância numa lógica de visita pastoral, de Igreja. E depois esta Missa extraordinária, na Praça do Bicentenário, que também tinha sido preparada muito bem: uma celebração que foi realmente um prazer vivê-la, não apenas pela riqueza dos conteúdos, mas também pelo cuidado espiritual com o qual tinha sido preparada. Na parte da tarde, o Papa pôde fazer estes dois eventos importantes no âmbito da visita, o encontro com o mundo da educação. Este encontro com o mundo da educação é um característico desta etapa do Equador: tinha sido desejado também pela Igreja no Equador exactamente para encorajar o grande empenho educativo da Igreja, mas inserido na realidade mais ampla e complexa, do mundo educativo na sua globalidade. E isto permitiu ao Papa de tocar uma série de grandes problemas que naturalmente afectam não só a educação especificamente em si, mas os grandes valores que são comunicados através da educação: portanto, como as grandes questões do mundo de hoje – o Papa referiu-se, em particular, às questões tratadas também na última Encíclica “Laudato sì” – se tornam as questões que se transmitem e que permitem definir a educação de modo a ajudar os jovens a preparar-se para responder a estas questões da humanidade de hoje com a sua responsabilidade e com a sua adequada preparação.

E no que se refere ao mundo da cultura, da sociedade civil, com o discurso muito profundo, que tocou vários temas, existe algo que o impressionou de modo particular?

Foi sem dúvida um discurso muito aguardado, porque o momento em que vive mesmo a sociedade equatoriana – assim como muitas outras sociedades – é um momento delicado de desenvolvimento, em que estão presentes também algumas tensões. Houve um progresso certamente muito positivo da nação, em muitos anos, mas existem muitos problemas em aberto. E então, como o Papa iria enfrentar, que contributo poderia dar ao povo equatoriano nesta situação, era naturalmente, uma interrogação. E o Papa, em todas as intervenções destes dias, de uma maneira ou de outra conseguiu dar uma mensagem de diálogo, solidariedade, de orientação para a construção de uma sociedade harmoniosa, inclusiva, capaz de integrar todos os seus diferentes componentes, de integrar a criatividade destes diferentes componentes e a sua responsabilidade, numa preocupação comum pelo bem comum da nação. E o método que o Papa escolheu no seu discurso foi o de partir da experiência concreta da família, dos valores familiares para  ampliar os valores experimentados na construção da comunidade familiar à sociedade. E portanto ele apontou uma via muito concreta para enquadrar este discurso que ele centrou nas atitudes que cada um deve ter para dar positivamente o seu contributo ao futuro do seu País. (BS)

Fonte: Rádio Vaticana

 

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